terça-feira, 23 de dezembro de 2008
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
terça-feira, 25 de novembro de 2008
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
17
a minha irmã é a minha pessoa e hoje a minha irmã faz anos.
ela escreve bilhetes para eu ler quando acordo e faz croissants com fiambre para o meu pequeno-almoço.
dá-me abraços todos os dias e sabe sempre quando eu preciso de mais.
a minhã irmã ilumina tudo ao sorrir. sabe canções de bandas que acabaram há muito tempo e de cantores que morreram muito antes de ela ter nascido. a minha irmã acha que dormir é uma perda de tempo e que os golfinhos não são nada queridos. gosta de História e também da sua professora salazarista.
a minha irmã não sabe o que quer ser quando for grande e acha que trabalhar é uma seca, quando há tantos filmes para ver e livros para ler. a minha irmã é uma criança e uma mulher ao mesmo tempo. no fim-de-semana quer sempre fazer bolos e decorá-los com bolinhas coloridas de açúcar. a minha irmã telefona para eu acordar e envia-me sms quando o ricky gervais está no conan. ela consegue comentar todas as notícias dos jornais diários, de forma inteligente e engraçada. a minha irmã é apaixonada pelo fernando alvim e ensinou-me que XD não é um 'xis' e um 'dê'. a minha irmã não gosta que lhe digam que é especial, nem acredita que toda a gente gosta dela (embora toda a gente goste). ela é tagarela sem ser chata e tem sempre algumas coisa para dizer, para explicar, para comentar... a minha irmã deita-se na minha cama a ler, enquanto eu estou no computador, e lê algumas passagens em voz alta.
às vezes, a minha irmã é mais crescida que eu. faz-me rir mesmo quando o meu coração está pequenino. nunca diz 'não chores' mas limpa sempre as minhas lágrimas. ela faz-me sentir que não estou sozinha e que mesmo quando faço asneiras tenho sempre os seus braços.
a minha irmã comove-me todos os dias por ser assim, todas estas coisas e ainda mais aquelas que ninguém consegue ver (nem ela).
todo o meu amor está fora de mim. sou mais por ela e com ela.
amote (sem hífen). [tanto quantas vezes os meus olhos pestanejaram desde o dia que nasci]
{*}
domingo, 9 de novembro de 2008
moleskine
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
hell kitt
domingo, 12 de outubro de 2008
o pessoa de saramago
Era um homem que sabia idiomas e fazia versos. Ganhou o pão e o vinho pondo palavras no lugar de palavras, fez versos como os versos se fazem, como se fosse a primeira vez. Começou por se chamar Fernando, pessoa como toda a gente. Um dia lembrou-se de anunciar o aparecimento iminente de um super-Camões, um camões muito maior que o antigo, mas, sendo uma pessoa conhecidamente discreta, que soía andar pelos Douradores de gabardina clara, gravata de lacinho e chapéu sem plumas, não disse que o super-Camões era ele próprio. Afinal, um super-Camões não vai além de ser um camões maior, e ele estava de reserva para ser Fernando Pessoas, fenómeno nunca visto antes em Portugal. Naturalmente, a sua vida era feita de dias, e dos dias sabemos nós que são iguais mas não se repetem, por isso não surpreende que em um desses, ao passar Fernando diante de um espelho, nele tivesse percebido, de relance, outra pessoa. Pensou que havia sido mais uma ilusão de óptica, das que sempre estão a acontecer sem que lhes prestemos atenção, ou que o último copo de aguardente lhe assentara mal no fígado e na cabeça, mas, à cautela, deu um passo atrás para confirmar se, como é voz corrente, os espelhos não se enganam quando mostram. Pelo menos este tinha-se enganado: havia um homem a olhar de dentro do espelho, e esse homem não era Fernando Pessoa. Era até um pouco mais baixo, tinha a cara a puxar para o moreno, toda ela rapada. Com um movimento inconsciente, Fernando levou a mão ao lábio superior, depois respirou fundo com infantil alívio, o bigode estava lá. Muita coisa se pode esperar de figuras que apareçam nos espelhos, menos que falem. E porque estes, Fernando e a imagem que não era a sua, não iriam ficar ali eternamente a olhar-se, Fernando Pessoa disse: “Chamo-me Ricardo Reis”. O outro sorriu, assentiu com a cabeça e desapareceu. Durante um momento, o espelho ficou vazio, nu, mas logo a seguir outra imagem surgiu, a de um homem magro, pálido, com aspecto de quem não vai ter muita vida para viver. A Fernando pareceu-lhe que este deveria ter sido o primeiro, porém não fez qualquer comentário, só disse: “Chamo-me Alberto Caeiro”. O outro não sorriu, acenou apenas, frouxamente, concordando, e foi-se embora. Fernando Pessoa deixou-se ficar à espera, sempre tinha ouvido dizer que não há duas sem três. A terceira figura tardou uns segundos, era um homem daqueles que exibem saúde para dar e vender, com o ar inconfundível de engenheiro diplomado em Inglaterra. Fernando disse: “Chamo-me Álvaro de Campos”, mas desta vez não esperou que a imagem desaparecesse do espelho, afastou-se ele, provavelmente tinha-se cansado de ter sido tantos em tão pouco tempo. Nessa noite, madrugada alta, Fernando Pessoa acordou a pensar se o tal Álvaro de Campos teria ficado no espelho. Levantou-se, e o que estava lá era a sua própria cara. Disse então: “Chamo-me Bernardo Soares”, e voltou para a cama. Foi depois destes nomes e alguns mais que Fernando achou que era hora de ser também ele ridículo e escreveu as cartas de amor mais ridículas do mundo. Quando já ia muito adiantado nos trabalhos de tradução e poesia, morreu. Os amigos diziam-lhe que tinha um grande futuro na sua frente, mas ele não deve ter acreditado, tanto assim que decidiu morrer injustamente na flor da idade, aos 47 anos, imagine-se. Um momento antes de acabar pediu que lhe dessem os óculos: “Dá-me os óculos” foram as suas últimas e formais palavras. Até hoje nunca ninguém se interessou por saber para que os queria ele, assim se vêm ignorando ou desprezando as últimas vontades dos moribundos, mas parece bastante plausível que a sua intenção fosse olhar-se num espelho para saber quem finalmente lá estava. Não lhe deu tempo a parca. Aliás, nem espelho havia no quarto. Este Fernando Pessoa nunca chegou a ter verdadeiramente a certeza de quem era, mas por causa dessa dúvida é que nós vamos conseguindo saber um pouco mais quem somos.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
terça-feira, 7 de outubro de 2008
questão
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
domingo, 5 de outubro de 2008
14:05
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
sábado, 27 de setembro de 2008
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
é isto
ohhhhh amor
A diz:
ele é amor
A diz:
simples
m diz:
o amor é assim
m diz:
é estar frio e dormir-se tapadinha
m diz:
fdx
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
sábado, 6 de setembro de 2008
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
tropecei aqui
domingo, 31 de agosto de 2008
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
terça-feira, 26 de agosto de 2008
momento zon
domingo, 24 de agosto de 2008
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
holidays (!)
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
thoughts
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
terça-feira, 5 de agosto de 2008
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
domingo, 27 de julho de 2008
nada de novo senão eu
sábado, 26 de julho de 2008
sexta-feira, 25 de julho de 2008
quinta-feira, 24 de julho de 2008
ácidos
- Estava a rir-me?
- Sim!!
- Estava a sonhar que as 'Tardes da Júlia' iam explodir.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
mil quinhentas e doze fotografias
segunda-feira, 7 de julho de 2008
ella
domingo, 6 de julho de 2008
nada pessoal
quinta-feira, 3 de julho de 2008
seis anos e meio
Todas as semanas, Juan Carlos Lecompte ia à transmissão de messagens para os reféns e lia-lhe cartas de amor. Todas as semanas durante seis anos e meio.
No ano passado Juan Carlos, lançou sobre a selva colombiana cerca de vinte mil panfletos com fotografias recentes dos filhos de Ingrid, com a esperança de que pelo menos um deles chegasse às mãos da mulher.
Ontem, Ingrid Betancourt foi resgatada pelo exército colombiano após seis anos e meio na selva.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
segunda-feira, 30 de junho de 2008
domingo, 29 de junho de 2008
i know it's over
sexta-feira, 20 de junho de 2008
terça-feira, 17 de junho de 2008
acho eu
terça-feira, 10 de junho de 2008
domingo, 25 de maio de 2008
sexta-feira, 23 de maio de 2008
terça-feira, 13 de maio de 2008
dias / pessoas
domingo, 11 de maio de 2008
sexta-feira, 9 de maio de 2008
quarta-feira, 7 de maio de 2008
klyuch
sábado, 3 de maio de 2008
sexta-feira, 2 de maio de 2008
i get used to
quinta-feira, 1 de maio de 2008
nota mental
nunca, nunca, nunca, nunca, NUNCA mais ir ao cinema, a uma grande superfície comercial, num feriado!!!
terça-feira, 29 de abril de 2008
segunda-feira, 28 de abril de 2008
e eu tudo bem #2
miss jones - vou sair no oriente.
C. - estive no vasco no fim-de-semana ... (yada yada yada)
miss jones - pois.
C. - mas eu não posso ir às compras ...
miss jones - é esperar pelos saldos.
C. - não é pelo dinheiro.... é que nunca sei o que hei-de comprar, fica-me sempre tudo bem.
miss jones - (...)
domingo, 27 de abril de 2008
queixas de um utente
Pago os meus impostos,
separo o lixo,
já não vejo televisão há cinco meses,
todos os dias rezo pelo menos duas horas,
com um livro nos joelhos.
Nunca falho uma visita à família,
Utilizo sempre os transportes públicos,
raramente me esqueço
de deixar água fresca
no prato do gato,
tento ser correcto com os meus vizinhos
e não cuspo
na sombra dos outros.
Já não me lembro
se o médico me disse ser esta receita a indicada
para salvar o mundo
ou apenas ser feliz.
Seja como for,
não estou a ver resultado nenhum.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
sempre
Isto vai meus amigos isto vai
Depois da tempestade há a bonança
O que é preciso é termos confiança
- José Carlos Ary dos Santos
segunda-feira, 21 de abril de 2008
coisos
domingo, 20 de abril de 2008
rockabye baby

quinta-feira, 17 de abril de 2008
quarta-feira, 16 de abril de 2008
terça-feira, 15 de abril de 2008
matemáticas
domingo, 13 de abril de 2008
sexta-feira, 11 de abril de 2008
sábado, 5 de abril de 2008
quinta-feira, 3 de abril de 2008
encontros
terça-feira, 1 de abril de 2008
oi?
" ouvir esta música é como cortar os pulsos, mas no bom sentido. "
segunda-feira, 31 de março de 2008
domingo, 30 de março de 2008
sábado, 29 de março de 2008
e eu tudo bem
Eu - Ah, já não a vejo há anos.
ML. - Está tão esquisita, coitada. Gorda, gorda. Tem uns pneus péssimos!! *fazer gestos com as mãos na barriga* *ar de nojo*
Eu - Mas ela até era magrinha.
ML. - Estás a ver como tu estavas há uns tempos???
Eu - (...)
ML. - Ela está assim!